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terça-feira, 1 de julho de 2014

CONTATO, AS VIDAS DE SOPHIE, de Érika Bento Gonçalves


Acabei de ler CONTATO, AS VIDAS DE SOPHIE, primeiro romance de Érika Bento Gonçalves, publicado (e disponibilizado gratuitamente) pela Lê Livros. Como sempre, a quem interessar, o endereço eletrônico para baixar o livro está na legenda da foto da capa, abaixo.

Poisintão...já nos primeiros parágrafos, pensei: "a autora é brasileira". Não sei dizer o quê, no texto, era diferente e a identificava como tal. A história não se passa no Brasil. As referências não tinham nada a ver com o país. Mas havia "alguma coisa" a mais, que conseguia identificar.

Mas não foi isso que me "pegou", e fez continuar a leitura.
A história é ótima!

Desde o início, Érika mantém suspense.
A trama começa com Sophie, ainda criança, nas mãos de um pai violento. E quando penso que a autora irá desenvolver uma história de abuso infantil... PIMBA!, um desfecho surpreendente.
Então, lá vai Sophie para um orfanato. E quando penso que irá desenvolver uma história de criança maltratada em instituições públicas... PIMBA!, uma sequência inusitada.

Por isso, já adiantada no texto, quando as visões de Sophie se integram à trama, nem sei mais o quê esperar... e não consigo mais parar de ler.
Podia pressupor uma básica história "espírita", a personagem falando com fantasmas... mas nada era básico, ou previsível, neste texto. Conclusão? Fui comendo as páginas, madrugada adentro, sem nenhum único fantasminha "de verdade" aparecendo na trama, enquanto que as visões de Sophie tornavam-se cada vez mais complexas.
E quase fim do livro, quando as visões são finalmente explicadas, a própria história de vida da personagem já é um outro mistério envolvente. Parar de ler? Nem pensar! Quem disse que consigo dormir, se não souber o fim da história? Tive que ler até o final, claro. É isso que as boas histórias fazem com a gente!



CONTATO, As Vidas de Sophie, de Érika Bento Gonçalves


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Trilogia de Terry Brooks: Ilse, A Bruxa; Antrax, a Criatura e Morgawr, o Bruxo

Quanto mais leio fantasia fantástica, mais descubro quão pouco conhecia de autores e obras, mais leio e mais amo!

E dizer que quase deixei passar essa trilogia simplesmente apaixonante... Procurando no site da Lê Livros, escolhia outra obra por razões bobas: a capa me fez pensar que era literatura infanto/juvenil, e eu não conhecia o autor. Até que a curiosidade me venceu. Que bom! A trilogia é de tirar o fôlego!


Mas, antes, quero colocar algumas informações sobre o autor, TERRY BROOKS, porque só me conformei porque não conhecia o autor, quando fui pesquisar no "santo google" e pouco havia, dele ou de sua obra, em português.

Escritor americano, TERRY BROOKS nasceu em 08 de janeiro de 1944, é um dos mais vendidos escritores de fantasia, com a incrível marca de 23 best sellers do New York Times. Escreve desde que ainda estava no colégio, principalmente nos gêneros de ficção científica, western, ficção e não-ficção. Em entrevistas, credita influência literária a Tolkien e Willian Faulkner. O primeiro livro publicado (com sucesso) foi A Espada de Shannara, em 1977.
 E acredite se quiser, mas descobri também esse é o livro de "lançamento" nas livrarias locais, ou seja, A Espada de Shannara finalmente chega ao Brasil neste ano de 2014 (!), com trinta e sete anos de atraso...


 Enfim... não foi A Espada de Shannara que eu li,
 Pelo site da Lê Livros, encontrei a trilogia ILSE, A BRUXA (vol 1), ANTRAX, A CRIATURA (vol 2) e MORGAWR, O BRUXO (vol 3), todos com downloud gratuíto, quem quiser conferir é só clicar na legenda das fotos de capa, ali inseri o endereço eletrônico.


Ah, uma sugestão: leve consigo os três volumes de uma vez. Ao contrário de outras trilogias e/ou sagas, onde cada volume tem uma aventura inteira e podem ser lidos separadamente, isto não ocorre com ESTA trilogia. 
Aqui, é uma mesma história dividida em três volumes. Nos dois primeiros volumes, a aventura acaba interrompida "de supetão", no meio da história, como fosse um livro grosso que alguém dividiu em três...



Ilse A-Bruxa -A-Viagem, Vol-1, deTerry-Brooks


ILSE, a Bruxa, é o início da história, mas que já começa aventureira. Com Terry Brooks, não há muito tempo para conhecer os personagens, a aventura já corre solta e os personagens já estão no meio da confusão desde o primeiro momento. É nesta narrativa ágil que vamos conhecendo os diversos personagens da saga, cada qual distante dos outros e enfrentando seus próprios desafios.

Embora o livro tenha ILSE como título, esta não é a única personagem que se poderia considerar como principal, mesmo no volume que leva seu nome. Desde o náufrago príncipe Kael Elessedil, irmão do atual rei, que décadas atrás desapareceu em uma expedição em busca da mais antiga e poderosa magia em todo o mundo, ao druida Walker Boh, dos rovers ao jovem órfão Bek Rowe, cada um dos personagens destacados para a perigosa viagem da aeronave Jerle Shannara em direção a terras misteriosas e distantes, poderia ser protagonista da história. Inclusive ILSE, a terrível bruxa que os persegue.



Antrax, A Criatura - Vol 2, de Terry Brooks

O segundo volume da trilogia tem características de ficção científica.
Antrax é uma criação muito interessante. Através da fantasia, Terry Brooks fala da destruição cataclísmica de uma civilização altamente tecnológica, da qual resta Antrax, uma inteligência artificial.
Ficou uma mistura muito interessante: todo o grupo de personagens que segue viagem desde o primeiro volume, são no estilo de uma história de fantasia. Antrax, por sua vez, é história no estilo da ficção científica.
O resultado do confronto, é sensacional!
Mesmo os toques de horror e crueldade desta máquina de milênios, não está fora dos horrores que imaginamos num mundo de energia artificial e sem sentimentos.



Morgawr o Bruxo – Viagem De Jerle Shannara – Vol 3 – Terry Brooks



O segundo volume da trilogia, ANTRAX, tem um final surpreendente (não... eu não vou contar, perderia a graça!).
Mas no terceiro volume, ressurge Morgawr, o terrível e poderoso bruxo malvado que já conhecíamos do primeiro volume, e que agora quer apenas para si todos os tesouros que se imaginava seriam o prêmio da viagem e, por isso, perseguiu todos os demais até os confins do mundo.

Acontece que Morgawr não sabe o que aconteceu no confronto com ANTRAX, apenas nós leitores e os personagens que sobreviveram à empreitada conhecem as surpresas que o embate acarretou. É uma trama muito interessante, porque revê os interesses do primeiro volume, agora integralmente modificados pela experiência do segundo volume.

XEN-TI, não tive como parar a leitura, a não ser quando terminei a saga. Até porque muitos personagens a que me afeiçoei no início da história, sucumbiram de forma heróica ou trágica durante a travessia, e ficava desesperada prá descobrir quem conseguiria sobreviver a tudo aquilo. Ao mesmo tempo, era muito divertido ver a mesma situação e a mesma expectativa, colocada sob tantos pontos de vista diferentes, conforme o personagem ou o tempo que transcorria.

MUITO BOM!, de tirar o fôlego!




segunda-feira, 21 de abril de 2014

A CASA DA FLORESTA, de MARION ZIMMER BRADLEY

Com o passar dos anos, fica cada vez mais difícil encontrar livros de MARION ZIMMER BRADLEY. Com a notável exceção das Brumas de Avalon, os demais só vejo esporadicamente, um ou outro da (minha amada) série Darkover, ou volumes esparsos de alguma de suas trilogias.

Bisbilhotando no site da parceria Lê Livros, encontrei uma história que ainda não tinha lido. Como já indiquei em outros posts, neste site a obra é disponibilizada para download gratuito, e o endereço eletrônico está na legenda da capa, abaixo.

A CASA DA FLORESTA, de MARION ZIMMER BRADLEY




A CASA DA FLORESTA é uma história ambientada na Escócia, no confronto entre a mitologia pagã e a conquista dos romanos. Estava com saudade em ler obras no inconfundível estilo da Marion Zimmer Bradley, e neste ponto a leitura foi deliciosa.

Mas, desta feita, Marion não tem pudor em tecer uma tragédia.
Confesso que passei o livro inteiro à espera de uma reviravolta que não aconteceu. Há algo de triste, desesperançoso mesmo, no amor proibido do meio romano Gaius - ou Gawen,como o chamava sua mãe nativa -, e a jovem Eilan, a quem o destino e a Deusa determinaram fosse a Grã Sacerdotisa em um período tumultuado.

É quase uma história sobre a perda da inocência, dos ideais da juventude, da amargura no final das batalhas. Senti falta da energia pulsante das Amazonas Livres de Darkover, tão frágil na única personagem Caillean, talvez porque o livro tenha por base as pesquisas da dominação romana na Escócia, e todos saibamos de seu final trágico.

A INCRÍVEL TECNOLOGIA DOS ANTIGOS, por DAVID HATCHER CHILDRESS

Já tinha ouvido falar deste livro, acho que em algum programa sobre a teoria dos deuses alienígenas ou algo similar. Mas quantas vezes peguei a referência de um livro, ou um autor que simplesmente não encontro para comprar?

Estava procurando romances de fantasia na Lê Livros, quando passei os olhos por mais este, e não resisti. Tive que baixar o downloud, e se você quiser fazer o mesmo, o endereço eletrônico segue na legenda abaixo da capa do livro, é só clicar. (li em "português de Portugal", na tradução de Marcello Borges, Edutora Aleph, 2005).

A INCRÍVEL TECNOLOGIA DOS ANTIGOS, por DAVID HATCHER CHILDRESS


O livro é tão bom quanto eu queria que fosse. Cheio de curiosidades e fartamente ilustrado (embora algumas ilustrações deixem a desejar, ainda mais porque li no tablet, uma mídia com a qual custo a me acostumar).

O autor traça um paralelo entre a tecnologia atual, e curiosos artefatos encontrados nas escavações arqueológicas, que muito bem indicam a possibilidade de uma tecnologia parecida, ou até mais avançada do quê a que temos conhecimento. Ele segue a hipótese de que a humanidade já foi uma civilização avançada, mas que destruída por um cataclisma citado em todas as mitologias antigas, perdeu conhecimento até retornar a uma "idade da pedra". Confesso que também acredito nisso...

Talvez por isso que, em meio a tantas curiosas evidências de precedentes tecnológicos complexos, tenha sido o capítulo sexto (pg 157 e seguintes), cogitando de uma guerra atômica, o que mais me impressionou.

O autor comenta sobre uma camada de vidro verde, profunda no vale do Rio Eufrates, anterior a escavações indicando civilização "na Idade da Pedra", mas que remete ao mesmo fenômeno no Novo México, resultado de testes de bombas nucleares.

Este vidro é tão antigo, que foi encontrado esculpido na forma do escaravelho, centro de uma das jóias do túmulo de Tutankamon.

Jóia - escaravelho sagrado - encontrada no túmulo de Tutankamon



O mesmo fenômeno existe, similar, em fortes vitrificados da Escócia.

Transcrevo parte do texto:


Incríveis evidências de uma antiga guerra atômica

Esta nota apareceu na edição de 16 de fevereiro de 1947 no jornal Herald Tribune, de Nova York (reapresentada por Ivan T. Sanderson na edição de janeiro de 1970 de sua revista Pursuit):
Quando a primeira bomba atômica explodiu no Novo México, a areia do deserto se transformou em vidro verde fundido. Esse fato, segundo a revista Free World, deu voz a certos arqueólogos. Eles estavam escavando na antiga região do vale do rio Eufrates e descobriram uma camada de cultura agrária com 8.000 anos de idade, uma camada de cultura pastoril muito mais antiga e uma cultura de homens das cavernas mais remota ainda. Recentemente, eles chegaram a outra camada [...] de vidro verde fundido.
(...)

Vidro misterioso no deserto egípcio

Um dos mais estranhos mistérios do anƟgo Egito é o das grandes lâminas de vidro, descobertas apenas em 1932. Em dezembro desse ano, R. Clayton, pesquisador do Egyptian Geological Survey, estava percorrendo uma estrada próxima ao Grande Mar de Areia no platô Saad, uma área praticamente desabitada ao norte da extremidade sudoeste do Egito, quando ouviu o pneu de seu veículo esmagar alguma coisa que não era areia. Eram grandes pedaços de um vidro maravilhosamente límpido, amarelo-esverdeado. 
Na verdade, não era um vidro comum, mas extremamente puro - espantosos 98% de silício. Clayton não foi a primeira pessoa a encontrar esse campo de vidro, pois diversos caçadores e nômades pré-históricos também encontraram o hoje famoso Vidro do Deserto Líbio, ou LDG, em inglês. O vidro fora usado no passado para fabricar armas e ferramentas pontiagudas, bem como outros objetos. Um escaravelho entalhado de LDG foi encontrado até na tumba de Tutankamon, indicando que às vezes esse vidro era usado em joalheria. (...)



Para quem gosta de enigmas da antiguidade, o livro é um prato delicioso, pronto para ser degustado. Cá prá mim, a ideia de que o "apocalipse" não seja uma profecia para o futuro, mas sim uma lembrança do passado distante, sempre foi uma possibilidade. Gosto muito deste tipo de cogitação, parece uma aventura mental imaginar que nossa história é muito mais longa do que afirmam os livros de história, ou refletir quanto se perdeu nas brumas do passado.

AS LENDAS DE IELENA ZALTANA, por MARIA V. SNYDER

Não conhecia esta autora, e só encontrei dois livros de sua autoria, ambos maravilhosos: ESTUDOS SOBRE VENENO (volume 1) e ESTUDOS SOBRE MAGIA (volume 2), que juntos compõem AS LENDAS DE IELENA ZALTANA. (Li em "português de Portugal", na tradução de Maurício Araripe, editora Harlequim, 2011)

Mais uma vez, um livro que não encontrei nas estantes da minha livraria preferida, mas sim na parceria on line da LÊ LIVROS, com a vantagem do download gratuíto. Caso lhe interesse, indico o endereço virtual para baixar os volumes, basta clicar no título do(s) livro(s) na legenda.

Estudos sobre Veneno, vol 1 de As Lendas de Ielena Zaltana, por Maria V. Snyder


Estudos sobre Magia, vol 2 de As Lendas de Ielena Zaltana, por Maria V. Snyder

Gostei do livro antes mesmo de começar a ler, pelos agradecimentos. Esta é uma mania que eu tenho, quando vou ler algo de um escritor que ainda não conheço: leio algo da biografia, geralmente a orelha do livro. E leio os agradecimentos... Já vi autor agradecer seu senhorio por aluguel inadimplido durante o período de construção da obra, mas Maria Snyder agradece, com tocante sinceridade, ao entusiasmo e apoio das pessoas próximas, que leram os originais quando ainda estava construindo a obra. Ela tem razão: tão difícil encontrar esse apoio!

Na internet, soube que o romance, publicado em outubro de 2005, ganhou o prêmio Compton Crook Amard para melhor romance. Ainda não sei se ela tem outros livros, vou pesquisar.

A história é maravilhosa.
Quantas vezes você já leu sobre uma heroína que se distancia do papel "frágil", e enfrenta com coragem os desafios de uma Jornada de Herói?
Ielena Zaltana é assim.


É uma história com um bom tanto de fantasia misturada com muita aventura e, não poderia faltar, uma paixão conturbada.
Contam as lendas que Ielena Zaltana foi sequestrada ainda muito pequena - ela entre outras -, por um bruxo mau. Conduzindo um suposto orfanato, o bruxo aguardava a chegada da adolescência, quando, através de rituais antigos, sugava a magia nascente, tornando-se mais poderoso.
Ielena consegue escapar, mas o preço de sua fuga é a condenação por crime e pena de enforcamento. Por isso, aceita alternativa que lhe é oferecida por Valek, tornar-se provadora de comida da autoridade local. Aos poucos, seus poderes mágicos vão se revelando, mas para ela isso significa somente mais uma sentença de morte, pois bruxos e feiticeiros foram banidos do país. Correndo risco de vida, Ielena e Valek se apaixonam, um amor conturbado, já que ele é um assassino conhecido e um espião perigoso.

No segundo volume, Ielena foi obrigada a fugir do país, com mais uma sentença de morte pendendo sobre sua cabeça. Mesmo sentindo falta do amado, não há outra opção senão seguir a bruxa guerreira para ser devolvida à família, de onde foi sequestrada muito pequena, e assumir a responsabilidade de aprender a lidar com sua própria magia, poderosa e descontrolada. Sua recepção é conturbada, e nem todos a recebem com saudade. Os dois países rivais estão entre a guerra ou um tratado de cooperação, mas Ielena não foge ao centro da confusão, pois é a única forma dos amantes se encontrarem novamente.

Mesmo depois de terminar a leitura, passei dias com as imagens criadas por Maria Snyder nos olhos da imaginação. Os lugares que inventa são tão bem descritos, que a imaginação parece virar uma memória. Quase consigo ver o povo das árvores, os magos poderosos, as lutas sangrentas. Ielena é uma daquelas personagens que dão força à quem lê: corajosa, irônica, determinada.

Outra coisa que gostei na história, foi a construção dos personagens, verossímeis dentro de uma poderosa fantasia, nenhum deles totalmente bom ou mau. Gosto de personagens que tem razões claras para agir como agem, de vilões com boas intenções e péssimas decisões, de heróis que também cometem seus erros.

Adorei Ielena.
Levo-a comigo, desde então.

terça-feira, 15 de abril de 2014

AS CRÔNICAS DE BRIDEI, de Juliet Marillier

Mais uma trilogia de prender o fôlego, de JULIET MARILLIER!

Desta vez, li tudo na versão "virtual", em uma edição portuguesa - pois não existe edição impressa destes livros na minha cidade, e pelo que pesquisei, acho que nenhuma editora brasileira trouxe tais volumes para o meu país.
Então, a opção foi buscar no LÊ LIVROS, com a vantagem do download gratuito.

Assim, neste post, estou acrescentando os links para o download gratuito de cada um dos tomos, basta clicar na legenda da foto de capa, sobre o nome do livro.



A trilogia AS CRÔNICAS DE BRIDEI é composta pelos tomos O ESPELHO NEGRO (1º vol), A ESPADA DE FORTRIU (2º vol) e O POÇO DAS SOMBRAS (3º vol).


O Espelho Negro – Crônicas de Bridei – Vol 1 – Juliet Marillier

A Espada de Fortriu – Crônicas de Bridei – Vol 2 – Juliet Marillier

http://lelivros.a-espada-de-fortriu-cronicas-de-bridei-vol-2-juliet-marillier


A história foi criada com base em lendas celtas, falando do universo dos druídas, magia e seres extraordinários abundantes nesta mitologia secular.

Em O ESPELHO NEGRO, Juliet Mairillier conta que, no século IV, na Escócia, o filho de uma importante sacerdotisa foi entregue aos cuidados do druída Broichan, para que recebesse educação e conhecimento de magia suficientes para mudar o destino de seu povo. O garoto, chamado BRIDEI, passa a viver em uma pequena herdade distante, sem noção da importância de sua pessoa ou do destino que lhe aguarda.

Porém, quando já iniciava a puberdade, Bridei encontra uma bebê, uma criança nascida dos Boa Gente (um povo etéreo, mágico e místico das lendas celtas), e a leva consigo, enfrentando ao druída que considera como um pai severo, e a todos que trabalham no lugar, pelo direito de proteger e criar a pequena - e estranha - menina. Ele dá-lhe o nome de TUALA, e ambos crescem juntos, sem que se saiba se tal improvável amizade trará, no futuro, a ruína ou a salvação de BRIDEI.


Em A ESPADA DE FORTRIU, Juliet Mairillier conta que o Reino de Fortriu, vivendo anos de paz sob o reinado de BRIDEI, agora prepara-se para uma guerra há muito esperada, a fim de banir os invasores galeses. Para firmar aliança militar, a nobre refém Ana viaja para o norte, oferecida em casamento a um importante rei aliado. Sua escolta é conduzida por FAOLAN, assassino e espião a serviço do Rei Bridei. Entretanto, os desastres se sucedem no decorrer da empreitada, e no destino final, Ana descobre que os Bosques de Briar são um lugar cheio de segredos, uma conspiração de silêncios em torno de um prisioneiro mantido na mais austera reclusão.

Em O POÇO DA SOMBRAS, Juiliet Mairillier conta a história de FAOLAN, o assassino e espião do Rei Bridei que, desolado por um amor não correspondido, decide resgatar sua história e confrontar seu passado sombrio. Nesta viagem, inesperadamente torna-se responsável por uma criança, um cão e EILE, uma jovem perturbada por uma vida de violência, privações e labutas. Juntos, empreendem uma longa jornada, cercados de notícias perturbadoras, vindas do reino vizinho de Circinn, e que levam o Rei a convocar um conselho de guerra.


Li os três volumes de um fôlego só.
Nem sei como conseguia trabalhar no dia seguinte, porque as madrugadas eram curtas e a história, entre amor e guerras e magia, envolventes demais.
Fiquei "apaixonada" pelos personagens de Tuala e de Faolan, passava o dia todo relembrando pedaços da história. Uma delícia de texto!




E... gostou?
Então confira a trilogia FILHA DA FLORESTA, outra saga maravilhosa de Juliet Marillier.



segunda-feira, 14 de abril de 2014

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA - um dia de cada vez

Pobre blog, ficou jogado às traças!

Mas foi por uma boa causa: ontem terminou a temporada da ÓPERA SIDÉRIA, minha primeira produção/organização. Zilhões de detalhes prá verificar todo dia, fora o trabalho e a pós graduação que continuavam à toda.

E como valeu a pena!
Agora que terminou, olho nossas fotos da ÓPERA SIDÉRIA e fico tão feliz!
Dá até preguiça de retomar a vida "normal". E dá vontade de passar o dia inteiro agradecendo a cada pessoa que trabalhou comigo, pelo empenho, pela dedicação, pelos momentos de divertida amizade partilhada.


Mas quer saber, qual foi o MAIOR stress?
Ah, fácil! Foi o momento de expor as telas, fundo de cenário.
Porque, em tudo o mais, as responsabilidades eram, de certa forma, divididas com mais alguém. Na hora de cantar, estava no meio do coro. Para a produção, a Célia foi mais que parceira e amiga. Para o espetáculo propriamente dito, só nomes compententíssimos.

Mas a pintura, não.
Ali estava sozinha, colocando "a cara para bater".

Meu primeiro cenário...



Fernando Klug (diretor de cena) e Elaine Novaes Falco (já caracterizada para a cena)






Tela cenográfica de Elaine Novaes Falco

por Elaine Novaes Falco

Telas de fundo por Elaine Novaes Falco

Cena da prisão de ALCEU(Sidney Gomes) - telas cenográficas Elaine Novaes Falco