Total de visualizações de página

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Três romances de TATIANA DE ROSNAY

Oba! Encontrei mais um livro de Tatiana de Rosnay!

O primeiro livro que li desta autora, foi A CHAVE DE SARAH (Editora Objetiva, coleção Ponto de Leitura, tradução de Paulo Andrade Lemos). Hoje eu sei que até filme já existe deste livro (que, diga-se de passagem, nunca assisti!).

Mas até começo do ano passado, nunca tinha lido nada da autora. E estava, como sempre, "zapeando" pelas estantes da livraria, e encontrei o romance em edição de bolso, com o selinho de "mais de dois milhões de exemplares vendidos em todo o mundo". Ou seja: duas indicações decisivas, para acreditar que o livro era bom. Porque, aqui no Brasil (zei láh o porquê!), ao contrário do resto do mundo, só os livros que vendem muito e podem ser considerados clássicos de sua geração, são editados como livros de bolso. Esse é o nosso curioso país, onde a publicação barata e acessível consagra um autor...

Enfim.
A CHAVE DE SARAH é um romance simplesmente maravilhoso. Embora ambientado na segunda grande guerra, fala mesmo é de uma tragédia familiar que principia na inocência de uma criança. Começa com a curiosidade de uma jovem, viaja no tempo fuçando segredos, mas a dada altura da história eu lia e chorava, chorava e lia, sem conseguir parar. O livro ideal prá buscar na prateleira, quando a vida dá uma rasteira na gente, mas permanecemos fortes e contendo as lágrimas. Tocante. Magistral.

O segundo livro que li da Tatiana de Rosnay, foi UM SEGREDO DE FAMÍLIA. Uma leitura gostosa, cativante, sobre... segredos de família, oras! Não é tão marcante quanto a Chave de Sarah, mas tem uma narrativa fluente, que prende do começo ao fim.

E hoje, encontrei A CASA QUE AMEI. Esse eu só li o comecinho, mas estou entusiasmada. Primeiro porque eu mesma estou escrevendo sobre uma casa (aquela mal assombrada, que comentei em outro post. Aproveitei o feriado de carnaval, para escrever dois primeiros contos/capítulos, já estou com mais três quase todo estruturados na cabeça, pintei quatro fotos das quais três ficaram bem interessantes). É muito bom ler o que outros escreveram sobre temas similares, ajuda a pensar.

Mas Rosnay não escreve sobre qualquer casa. O livro é ambientado num dos períodos da história recente, que amo, porque acho extremamente parecido com tudo o que estamos vivendo hoje. Ela trata da reforma de Paris, levada a cabo entre 1852 a 1870 por Napoleão III e o Barão de Haussmann, quando tornaram a cidade-luz o exemplo de modernidade copiado por todo o mundo no século XX, ao mesmo tempo em que enterravam uma época cheia de tradições e costumes, a Paris medieval.

Essa reforma foi muito criticada por nomes como Baudelaire, Zola e Victor Hugo. E com a revolta destes pensadores privilegiados, a reforma de Paris trouxe à tona toda a insegurança social que marcou, na sociedde da época, a entrada da luz elétrica como o motor da civilização. A luz elétrica modificou tudo o que era conhecido até então, sem que se soubesse o que viria a seguir (e antes que alguém cogite somente das alegrias da modernidade, lembremos que o que "veio a seguir" foram duas guerras mundiais, a guerra fria, e no momento presente, o terrorismo - religioso, inclusive -, e a sombra de uma guerra atômica).

Mas quando se lé deste período, deste impacto e da insegurança social trazidos pela energia/luz elétrica, lemos de mudanças sociais muito similares às que vivemos na atualidade, e trazem as mesmas reflexões da contemporaneidade e sua tecnologia computadorizada. Substitua "luz elétrica", por "computador", e todo o restante se lê igual. A mesma rapidez na mudança de costumes, a mesma insegurança quanto ao futuro, a mesma sensação de invasão de privacidade.

É como fazer uma viagem no tempo, mas não sair do lugar.
Portanto, com licença, mas agora vou direto pro sofá, ler um pouquinho!




Nenhum comentário:

Postar um comentário